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Tecnologia e Informação no Solar: Como tomar decisões num mercado que não para

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8 mai 2026
6 minutos

Entenda como o acesso à informação e as ferramentas tecnológicas estão transformando a tomada de decisão no mercado fotovoltaico.

O mercado que não perdoa quem decide no escuro

No quinto episódio do 77Cast, Gustavo Tegon, Business Director do Canal Solar e um dos executivos com trajetória mais ampla no setor fotovoltaico brasileiro, trouxe sobre algo que raramente é discutido com profundidade: como tecnologia e informação estão mudando a forma de decidir no solar. 

O que funcionava no solar em 2017 não funcionava em 2020. O que era verdade em 2020 já não é hoje.

Gustavo Tegon, executivo com passagem por Órigo, BYD, Jinko, Canadian Solar e Bell Energy, resume bem essa dinâmica: "Um ano dentro do solar vale talvez como dez anos no setor alimentício ou automotivo. A velocidade com que o negócio flui aqui é absurda."

A consequência direta dessa velocidade é que decisões tomadas por intuição, sem suporte de dados, têm vida útil cada vez mais curta.


O mercado que o vendedor precisava educar não existe mais

Em 2017, Tegon vendia sistemas fotovoltaicos pelo telefone para um mercado que não entendia o produto. "Eu começava uma explicação e o cara achava que era aquecimento de água. O outro achava que o governo ia dar de graça. A cada 100 leads que eu falava, um eu conseguia vender alguma coisa."

A taxa de conversão era baixa não por falta de método, mas por falta de informação dos dois lados. O cliente não conseguia comparar, pesquisar nem validar o que ouvia.

Esse cenário acabou. O cliente de hoje chega à conversa com comparativos de preço, vídeos assistidos e, em muitos casos, uma ideia já formada de qual sistema precisa. A assimetria de informação que antes favorecia o vendedor foi praticamente eliminada. O que mudou junto com ela é o que o cliente espera de quem aparece para vender: não mais uma explicação básica, mas uma análise que ele não consegue fazer sozinho.

Só que ter acesso à informação não é o mesmo que saber usá-la. E essa distinção, entre o dado disponível e a decisão de qualidade, é onde a maioria dos integradores ainda tropeça.

A história do barco furado: o que ela ensina sobre decisão

A parte mais reveladora do episódio não acontece na venda. Acontece na decisão de empreender.

Em momentos de alta demanda, como o crescimento explosivo de 2020, o setor viveu uma situação incomum: produto sumia do estoque em horas, containers chegavam e iam direto para a linha de montagem sem sequer passar por uma área de armazenamento formal. Nesse ambiente, a velocidade de reação era mais valorizada do que a qualidade da decisão. O problema é que operar sempre nesse modo reativo cria uma ilusão de competência. O integrador cresce, fatura mais, mas sem construir os processos que sustentam esse crescimento quando o mercado desacelera.

Foi exatamente o que Tegon viveu ao decidir montar a própria distribuidora, depois de uma trajetória de resultados expressivos em fabricantes como BYD, Jinko e Canadian Solar. O projeto parecia fazer sentido: conhecia o mercado por dentro, tinha os relacionamentos, sabia operar. O que ele não tinha avaliado com frieza suficiente era a estrutura do mercado em que estava entrando.

"Dentro da distribuição no Brasil hoje, 90% do que acontece está na mão de 7 ou 8 caras." Empresas com fluxo de caixa estruturado, capacidade de importação em escala e operação logística construída ao longo de uma década. Competir com esses players em produto, em dólar e em prazo não era questão de esforço — era questão de estrutura que simplesmente não existia.

O ponto não é que empreender no solar é arriscado. É que risco sem informação é diferente de risco calculado.

Onde a informação separa quem fecha de quem perde

Na cotação: comparar fornecedores manualmente ainda é a realidade de boa parte das operações no Brasil. O problema é que a lentidão faz com que a proposta chegue com dados de estoque e prazos desatualizados no momento em que o cliente está tomando a decisão. Centralizar essa consulta em tempo real não é vantagem de quem tem estrutura grande. É o que permite que qualquer integrador apareça no primeiro contato com uma proposta que o cliente consegue confiar.

No argumento de venda: durante anos, vender solar exigiu convencer alguém a fazer um investimento cujo retorno levaria mais de uma década para ser percebido. Esse argumento mudou. Com financiamento estruturado e parcelas que cabem dentro da economia gerada na conta de luz, o cliente não está mais sendo convidado a esperar o futuro chegar. Está sendo apresentado a um fluxo de caixa positivo desde o primeiro mês. Não é uma vantagem de comunicação. É uma mudança na estrutura da decisão.

Na gestão da operação: tecnologia sem processo é ruído. Adotar uma ferramenta nova sem ter clareza sobre qual cliente atender, como qualificar um lead ou em que etapa as propostas estão morrendo produz resultados ruins com mais velocidade. O caminho que funciona é inverso: entender o processo primeiro, identificar onde ele trava, e só então buscar a ferramenta que o executa melhor. É isso que constrói uma operação que escala.


Como começar? 

O primeiro passo, saber onde a informação faz diferença no seu negócio. O segundo é construir o hábito de registrar e agir sobre esses dados na operação do dia a dia. Não é uma mudança de uma vez só, mas um processo que se instala em etapas como veremos a seguir.

Nos próximos sete dias: para cada proposta enviada, registre três informações que você provavelmente não anota hoje: canal de origem do lead, tempo até o envio da proposta e motivo do não fechamento. Uma planilha simples já resolve.

Em 30 dias: com esse registro, responda duas perguntas. Qual canal traz os leads que mais fecham, não os que mais chegam? Em qual etapa as propostas estão morrendo com mais frequência? Essas respostas já orientam onde concentrar esforço.

Em 90 dias: se você ainda cota manualmente, conecte sua operação a uma plataforma que centralize fornecedores, estoque e preço em tempo real. Se ainda não oferece financiamento como opção padrão na primeira reunião, mude isso. Quando a parcela cabe dentro da economia gerada, a decisão do cliente muda de natureza. Esses dois ajustes têm impacto direto e mensurável na taxa de fechamento, não em teoria, mas nos números que você já vai estar medindo desde o primeiro passo.

Conclusão

O mercado solar vai continuar crescendo, mas de forma mais concentrada. Quem constrói operações baseadas em processo e informação captura a maior parte desse crescimento. Quem opera no improviso vai sentir a pressão aumentar a cada ciclo.

Tecnologia e informação não são mais vantagem competitiva. São o piso mínimo. O integrador que chega cedo a esse nível tem mais tempo para construir diferencial em cima dele.

Para aplicar isso na prática, são necessários dois recursos funcionando ao mesmo tempo: acesso rápido a fornecedores e preços atualizados, e capacidade de apresentar financiamento já na primeira reunião. A 77Sol reúne os dois num único lugar: cotação inteligente com dezenas de fornecedores em tempo real, financiamento solar integrado com simulações instantâneas, logística coordenada e suporte técnico e comercial dedicado. Mais de 20 mil integradores já usam a plataforma para fechar mais com menos retrabalho.

FAQ

Como a tecnologia está mudando o mercado solar brasileiro?

A tecnologia eliminou a assimetria de informação entre vendedor e comprador, acelerou a cotação e tornou o financiamento solar acessível desde a primeira reunião. O resultado prático é que propostas genéricas perderam espaço para análises personalizadas com dados reais de consumo e retorno financeiro.

O que é decisão baseada em dados no contexto solar?

É usar informações concretas, como consumo dos últimos 12 meses, comparativo de fornecedores, simulação de payback e histórico de conversão por canal, para orientar escolhas que antes eram feitas por intuição. Aplica-se tanto à venda quanto à gestão da operação.

Qual a diferença entre usar tecnologia e ter um processo bem estruturado?

Tecnologia amplifica o que já funciona. Um processo comercial mal definido com uma ferramenta sofisticada continua produzindo resultados ruins, só que mais rápido. O caminho correto é entender o processo primeiro e depois buscar a tecnologia que o executa melhor.

Como um integrador pequeno pode começar a usar dados nas suas decisões?

Registrando, para cada proposta, o canal de origem do lead, o tempo até o fechamento e o motivo das perdas. Com três meses de dados já é possível identificar qual canal traz os melhores clientes e onde o processo está travando, sem precisar de infraestrutura complexa.

Por que oferecer financiamento é uma decisão estratégica e não apenas operacional?

Porque muda o argumento central da venda. Quando a parcela é menor que a economia na conta de luz, o cliente passa a economizar desde o primeiro mês. Isso transforma um investimento de longo prazo numa decisão de fluxo de caixa imediato, o que aumenta a taxa de conversão de forma expressiva.

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